Embora não congregue mais em uma Assembléia de Deus ( vou a um tabernáculo da Mensagem de William Branham), meu círculo de amizades ainda é composto, em sua maior parte, por crentes assembleianos. Não saí de lá por contendas ou dissoluções que me envolvessem, simplesmente senti desejo de algo mais profundo que o que é hoje vivido naquele meio. Mas, como se trata do bem-estar espiritual de meus irmãos em Cristo, não deixo de me preocupar, o que já era uma característica minha desde o início de minha caminhada cristã.
A pauta do dia, para o bem e para o mal, é a eleição para pastor presidente que ocorrerá no dia 05 deste mês de junho. De um lado, está o atual presidente, em seu enésimo mandato( em qualquer contexto, a reeleição é uma coisa perversa), e do outro, um conhecido pastor setorial. Pela primeira vez, o direito ao voto foi extendido a todos os membros efetivos. Antes, só pastores, presbíteros, diáconos e auxiliares ministeriais votavam.
Disputas são sempre desgastantes e se os candidatos não vigiarem extrapolarão facilmente os limites cristãos para palavras e condutas. Na verdade, parece que estes limites já foram implodidos.
Essencialmente, não tenho nada contra eleição. Sou contra a manipulação e o baixo nível de campanha. O atual presidente é homem idoso, há mais de uma década no cargo. Ora, um pastor segundo as Escrituras (cito especificamente Ezequiel 34 e João 21), deveria colocar o rebanho acima de seu próprio interesse pessoal. No lugar dele, eu me perguntaria: Já não é hora de passar o cetro para outro, com melhores condições físicas e espirituais, pelo bem da Igreja? Avivamento não é amontoar tijolos e concreto. A Igreja não precisa de um renovo? Que balanço se faria do mandato cumprido? Quais as vitórias? Quais as conquistas que ainda precisam ser alcançadas?
Estas mesmas perguntas devem ser aplicadas ao outro candidato. E outra ainda, aos dois: "Por que os senhores desejam tanto a presidência do ministério em Teresina?"
Qual será o resultado disto tudo? A mesma coisa que vimos na CGADB? Intrigas, intrigas e mais intrigas? Lembremos que o "Sr. Presidente" José Wellington Bezerra da Costa excluiu a Igreja em Belém do centenário do qual aquela igreja é o objeto, criando um situação de pura desonestidade intelectual, afinal aquela congregação, chamada de Igreja-Mãe das Assembléias no Brasil, é que faz 100 anos em 2011. Qual a motivação por trás desta postura? Amor? Misericórdia? Boa-vontade? Creio que não.
Até o último dia em que congreguei na Assembléia o que mais chamava a atenção era: disputas por cargos, desrespeito ao pastor, cultos que mais parecem festival de karaokê e ensino mínimo(às vezes, nem isso) da Palavra.
Qualquer um que queira ser pastor tem de atentar para isso.
Citando Ezequiel 34: o pastor deve cuidar do rebanho, tratar das ovelhas feridas, alimentar as famintas, resgatar as desgarradas, livrá-las das feras. Qualquer coisa aquém disso desqualificará o indivíduo, que será apenas um "não-pastor".
J.H.C.
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